Começou o Campeonato Brasileiro de 2014 e... pouca coisa mudou. Depois de ter enfrentado a série B no ano anterior, o Palmeiras começa a série A jogando um péssimo futebol. Mesmo com a vitória sobre o Criciúma, um dos principais candidatos ao rebaixamento, o futebol apresentado é preocupante.
Ainda que com vinte dias só treinando, nada, repito, nada melhorou no time de Gilson Kleina. Padrão de jogo, variação tática, jogadas treinadas. Nada disso. O que se viu foi um time extremamente apático, que não criou uma jogada de perigo no primeiro tempo. A aparição de Josimar no time principal também não foi entendida. Na única chance clara da primeira etapa, que aconteceu por sorte, Marcelo Oliveira, sozinho, chutou por cima. E em uma jogada de bola parada, gol do adversário.
Depois do intervalo, com as entradas de Wesley e Leandro, era esperado uma movimentação maior no setor ofensivo do Palestra. Não deu certo. O Verdão partia desesperado para o ataque, deixando espaços na defesa. Se não fosse o Fernando Prass, o Palmeiras seria esmagado.
Mas como o futebol é inexplicável, as coisas mudaram. Com a ajuda do juíz, que não deu um pênalti claríssimo para o time que jogava em casa, o Palmeiras conseguiu a virada. Primeiro, Leandro, que não havia acertado absolutamente nada até então, chutou de fora da área, a bola desviou na zaga e morreu dentro do gol adversário. Alguns minutos depois, Kardec, sempre ele, mas que também pouco aparecia no jogo, selou a virada do Palestra: 2x1.
No entanto, não devemos pensar que "o importante são os 3 pontos". Uma atuação como a de hoje não pode acontecer de novo. O Campeonato é duro e cobra-se caro no final. Todos sabemos disso.
